Num bucólico, monótono e patético domingo, um velho fantasma me visitou. Foi assustador, surpreendente, emocionante... Sem entender muito bem, abri a porta e o convidei a entrar. O velho fantasma, vestindo trapos, todo coberto pela poeira do tempo, sentou-se em frente a mim e falou sobre antigas canções. Surpreendentemente humilde, me trouxe uma ópera inacabada, esquecida entre velhos livros de histórias, junto com ela, havia também pequenos contos, manuscritos, poemas e cantatas que me levaram a uma vida passada... Onde, vivos, os dois, rimos alegremente, cheios de nostalgia. Percebi então que o velho fantasma, havia percorrido finalmente seu caminho à eternidade, e transformado-se agora, em algo novo, cumprindo sua função ofertada pelo Universo...

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